domingo, 6 de setembro de 2009

ÁGUAS PASSADAS

Fazemos parte de um mundo em que tudo é transitório,mutável e passível de transformação.
A vida é um processo de mundança.Não temos a opção de mudar ou não mudar,só podemos decidir se vamos ser levadas a elas pelas circunstâncias.Em outras palavras,quem não se move acaba sendo atropelado pelos acontecimentos.O ser humano passa a vida inteira tentando conseguir algo que não existe: a SEGURANÇA.Então,na maioria das vezes precisa de um empurrão para dar a virada:em geral,é uma grande paixão ou um grande sofrimento.
Descobri que SER é melhor do que TER.Encontrei minha força e coragem:sempre achei que existiam,mas você não sabe enquanto não se põe à prova.
Quando um aspecto de nossas vidas é alterado,acabamos reinventando o restante também.No processo,encontramos paz interior,harmonia,alegria_sensações que decorrem,sobretudo,do exercício de desapego que praticamos para realizar a guinada.Esse desapego nos coloca em sintonia com a realidade de que não somos permanentes."Ser seguro não significa acabar com a insegurança,mas aceitá-la como inerente à natureza do ser humano."
PERDI UM AMIGO que até então era mais chegado que um irmão.Ele já vinha dando sinais de seu afastamento.Nesse momento me dei conta que era eu quem estava insegura durante todo o tempo sobre as  mudanças e de como elas afetariam a nossa amizade.
"É justamento o medo que nos paralisa,nos impede de experimentar outros caminhos e de crescermos."
Descobri que o medo se reveste de mil formas:o medo de perder o que já conquistamos,medo de sermos criticados ou rejeitados,de sofrermos humilhação ou de ficamos sózinhos.Para se esconder desses temores,é comum adotarmos um destes dois recursos:nos fazemos de vítimas ou de heróis."Avítima coloca a responsabilidade por seus problemas em outras pessoas e circunstâncias.Já o herói se convence de que é perfeito,está no controle e não tem que mudar."Em ambos os casos estamos tirando de nós mesmos a possibilidade de desenvolvimento.
Doeu muito...mas a dor que nocauteia,depois,fortalecer.
Não era eu quem ia me puxar pra baixo.Fiquei fragilizada,mas descobri que era capaz.Como acontece em quase todos os casos,uma mundança traz outras.
Por isso,para nos reinventarmos,precisamos estar abertos aos acontecimentos e ver as mudanças como oportunidades.
(Abril/2003)

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